
O microchip é um registro interno, seguro, sem riscos para os animais, revestido por cápsula de bio-vidro de 12X12 mm, aplicado em local próprio em cada tipo de animal. Ele possui um número único que, quando um leitor se aproxima, encontra os dados como nome e endereço do proprietário, idade do animal e data da esterilização, entre outras informações importantes.
Estas são registradas em uma base de dados, que estará disponível em uma central de dados na Diretoria do Bem-Estar Animal, Centro de Controle de Zoonoses ou até mesmo on line. A identificação eletrônica de animais já é uma medida amplamente adotada em diversos países, como Estados Unidos, Canadá e diversos outros da Europa. Noutros, a obrigatoriedade envolve também animais de estimação ou companhia. No Brasil algumas iniciativas já foram tomadas, como a obrigatoriedade de identificação de animais exóticos pelo Ibama.
No Rio de Janeiro já há lei estadual que torna obrigatória a implantação de identificadores eletrônicos em todos os animais de estimação. Um projeto em tramitação em Porto Alegre prevê a castração da população animal que circula anualmente pelo canil do seu Centro de Controle de Zoonoses. Na cidade de São Paulo o uso do microchip é obrigatório por lei municipal desde julho de 2007.
Há vários benefícios no uso de microchips. Além de ser um método de identificação permanente, tecnológico e não agressivo, induz à posse responsável de animais e responsabilização em caso de abandono e maus-tratos; responsabiliza proprietários em casos de mordeduras ou ataques, especialmente no caso de cães potencialmente agressivos; permite localizar animais perdidos em vias públicas e oportuniza a geração de dados para estatística de serviços prestados pela Secretaria Municipal Saúde.
Com a obrigatoriedade da identificação eletrônica, a Prefeitura espera inibir a criação de animais “em fundo de quintal”, assim como a venda em estabelecimentos comerciais, atualmente desenvolvida sem nenhum critério.







